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A Bronquiolite é uma complicação sazonal frequente. Com o mau tempo à porta, proteja o seu bebé.
A Fisioterapia poderá ajudar a prevenir complicações associadas à bronquiolite bem como evitar a progressão da patologia.
Bronquiolite – Quando pedir ajuda


Publicado por Hélder Fonseca, a 3 de Março de 2017.

Já em 1879, um cirurgião francês, de nome Paul Segond, tinha referenciado a existência de uma banda fibrosa, resistente e de cor pérola, na região antero-lateral do joelho humano, que foi mais tarde apelidada de ligamento atero-lateral. Apesar desta descrição, pouca importância tem sido dada a este ligamento nos manuais e artigos de anatomia, sendo frequentemente descrito como sendo parte ou da cápsula articular, ou da banda iliotibial, ou do ligamento colateral lateral.

Esta banda fibrosa era colocada em tensão com o movimento forçado de rotação interna do joelho, movimento semelhante a um dos mecanismos de lesão do ligamento cruzado anterior.

Neste estudo, realizado por dois cirurgiões belgas, o Dr. Steven Claes e o Prof. Johan Bellemans, do Hospital Universitário de Leuven, 40 dos 41 cadáveres estudados apresentavam uma estrutura diferenciada da cápsula, que unia o fémur à tíbia, na região antero-lateral do joelho. No entanto, apesar de terem verificado que o ligamento era tensionado em rotação medial do joelho, principalmente com 30 a 90º de flexão, mais estudos são necessários para confirmar este achado e a importância deste ligamento na biomecânica do joelho e na manutenção da sua estabilidade.

Este estudo torna-se muito importante porque vem comprovar que, apesar das avançadas técnicas radiológicas, o conhecimento da anatomia do corpo humano ainda não é completo. Mais ainda, com este estudo, vão ser abertas novas linhas de investigação que poderão estabelecer uma relação entre este ligamento e o aparecimento de instabilidade no joelho em casos de entorse grave.

Fonte: Steven Claes, Evie Vereecke, Michael Maes, Jan Victor, Peter Verdonk, Johan Bellemans. Anatomy of the anterolateral ligament of the knee. Journal of Anatomy, 2013; 223 (4): 321


Publicado por Hélder Fonseca, a 7 de Novembro de 2013.

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) estabeleceram uma relação entre a dor crónica e a diminuição de memória de curto prazo, num estudo publicado recentemente na conceituada revista periódica Journal of Neuroscience.

Os resultados deste estudo mostraram que, após o aparecimento de um estímulo doloroso, diminui significativamente a quantidade de informação presente no circuito entre o córtex pré-frontal e o hipocampo (essencial para o processamento da memória a curto prazo).

Essas áreas do cérebro são, neste caso, invadidas por estímulos dolorosos, que acabam por perturbar o fluxo normal de informação correspondente a memória de curto prazo.

Este estudo vem comprovar, mais uma vez, que o tratamento da dor crónica é fulcral e deverá ser abrangido por uma política multidisciplinar.

Poderá achar mais informação sobre este estudo na seguinte hiperligação:
Dor crónica reduz a capacidade de memória a curto prazo


Publicado por Hélder Fonseca, a 20 de Fevereiro de 2013.

O tratamento por ondas de choque tem sido utilizado desde o início dos anos 80 para tratamento de cálculos renais. Pouco tempo depois, com a criação de aparelhos de ondas de choque de baixa intensidade, estas começaram a ser aplicadas em casos de fibrose e calcificação de tendões e em afeções musculares ou tendinosas crónicas.

A maioria das patologias tendinosas e miofasciais crónicas estão associadas normalmente a sobrecarga mecânica que vai causando microtraumatismos, que não são suficientes para provocar uma resposta inflamatória adequada, necessária para a regeneração tecidular alterando assim, aos poucos, o equilíbrio entre produção e destruição celular e provocando desorganização das estruturas de colagénio e diminuição da circulação local.

Existem ainda algumas dúvidas quanto aos mecanismos de atuação das ondas de choque nos tecidos vivos. Contudo, grande parte dos autores defende que estas provocam uma cavitação nos tecidos, aumentando assim o metabolismo e a circulação sanguínea local e provocando uma resposta inflamatória controlada e a consequente reorganização das estruturas de colagénio.

Por este motivo, a terapia por ondas de choque tem sido eleita como a preferencial no tratamento de patologias como as tendinites calcificadas ou crónicas, fasceíte plantar, epicondilite, esporão calcaneano, tendinite do tendão de Aquiles, tendinite rotuliana, síndrome trocantérico e restrição miofascial (trigger-points).

Desde a introdução do tratamento por ondas de choque, o tratamento destas patologias tornou-se muito mais eficiente, não só pelo aumento significativo do número de casos com recuperação completa, mas também pela diminuição no número de tratamentos, diminuição no tempo de terapia e diminuição significativa do número de recidivas (reaparecimento da patologia).


Publicado por Hélder Fonseca, a 24 de Outubro de 2012.